‘Gaia 2018’, de Selma Kahn

Todas as idades, todas as fases da vida estão aqui, o campo de jogo, onde as peles se tornam mais porosas e os corações vão se abrindo.
Este campo onde os véus entre os mundos se abrem na aurora brilhante,
onde a magia e os espíritos da natureza parecem estar presentes conosco
e a beleza absoluta da natureza fértil nos faz nó na garganta.
Momentos felizes são abundantes, enquanto nossos filhos correm como cordeiros na inebriante liberdade.
Isso é real, nos perguntamos, é uma ilusão que nos sentimos tão felizes,
aqui neste lugar onde é tão fácil ser o melhor de nós mesmos?
Apenas a dois campos de distância, ao longo de uma trilha acidentada, é o resto do mundo, um mundo à parte.
E nós, abrigados em nosso pequeno pedaço do paraíso, bebemos o remédio da terra,
enraizados, conectadso, simplificados, criativos, brincalhãos, abertos, lembramos quem somos, em toda a nossa magnificência.
E a medicina nos sustenta, toca a própria fibra do nosso ser
para que possamos lembrar que este é o mundo real.
As verdadeiras riquezas estão aqui: terra, água, sol, céu, ar doce, animais, pássaros, nós, Gaia.

Junio de 2018.

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